A CPI da Pedofilia, da Câmara dos Deputados, vai investigar os casos de abuso sexual relatados por crianças de Catanduva, no interior de São Paulo, e denunciados pelo GLOBO.
Por determinação do presidente da CPI, senador magno malta (PR-ES), os acusados pelos crimes — entre eles integrantes da alta sociedade local — serão chamados a depor.
O promotor da Infância e Juventude Carlos José Fortes, de Minas Gerais, foi designado para acompanhar as investigações, onde há suspeita de que pelo menos 30 crianças tenham sido vítimas de uma rede criminosa.
Duas pessoas já foram responsabilizadas: o borracheiro José Barra Nova de Mello, de 46 anos, que está preso, e seu sobrinho, William Mello, de 19 anos, que responde em liberdade.
Outros três suspeitos começaram a ser procurados ontem pela polícia, depois que a Justiça reabriu o inquérito: um fazendeiro, um médico e um terceiro suspeito. Ontem, a delegada Rosana Vanni localizou a caminhonete do fazendeiro que foi supostamente usada no esquema de pedofilia, conforme a denúncia das crianças e de funcionários da escola onde estudam. A casa do médico teria sido usada no esquema criminoso.